Novembro Azul e câncer de próstata

Ouviu falar em novembro azul, mas não sabe do que se trata? Então, confira aqui nesse artigo!

 Segundo pesquisas, 60% dos pacientes só procuram o urologista quando estão com o tumor já em estágio avançado, que é quando o tratamento tende a trazer menos resultado, sendo maior o risco de morte.

campanha novembro azul

Mesmo que o número de casos de câncer de próstata seja maior após os 55 anos, algumas análises podem identificar a presença do tumor, como o exame de toque retal e o PSA, que devem ser feitas anualmente, a partir dos 50 anos, e isso se não houver nenhum caso na família, pois havendo, então, é preciso começar a fazer check-up antes, aos 45 anos.

E como a maioria dos homens ainda resiste muito até procurar ajuda, houve a necessidade de se criar o Novembro Azul, um movimento mundial, que visa reforçar a importância da prevenção do câncer de próstata e de seu diagnóstico precoce, aumentando a chance de cura no tratamento do tumor.

Em função disso, nesse mês do ano, é comum nos depararmos com um turbilhão de notícias e mensagens nas redes sociais sobre a doença.

Quer saber mais sobre o câncer de próstata? Então, continue lendo.

Câncer de próstata no Brasil

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de próstata é segundo tipo da doença mais comum no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele.

Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco, podemos destacar os seguintes:

  • Estilo de vida: entre os hábitos ruins que aumentam o risco da doença podemos citar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o sedentarismo, o tabagismo e a má alimentação. Para tentar evitar a doença é importante comer mais vegetais e fugir de fast-food, alimentos processados e refrigerantes.
  • Idade: o problema é mais comum após os 50 anos.
  • Histórico familiar: quem tem pai ou irmão que foi diagnosticado antes dos 60 anos, o risco é de três a dez vezes maior de ter a doença.
  • Uso de anabolizantes.
  • Obesidade.

Sintomas

Infelizmente, o câncer de próstata, na maioria das vezes evolui silenciosamente, ou seja, não apresenta sintomas, o que acaba dificultando o diagnóstico precoce. E mais, segundo recente pesquisa da IPSOS, 39% dos brasileiros não conhecerem seus principais sintomas.

Assim, na maioria das vezes, quando os pacientes apresentam os sinais, os tumores já estão em fase mais avançada.

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E vale saber que os sintomas são muito parecidos com os da hiperplasia benigna ou também de uma prostatite (inflamação causada por bactérias), que são:

  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Dificuldade para urinar (demorando para começar e terminar);
  • Dor ao ejacular;
  • Diminuição do jato de urina;
  • Necessidade de urinar muitas vezes durante o dia e/ou à noite;
  • Presença de sangue na urina ou no sêmen.

Exame de toque

Sem dúvida, o tratamento mais adequado para cada caso vai depender do estágio da doença, da idade e do estado geral de saúde do paciente.

Mas, geralmente, as opções mais comuns são cirurgia, radioterapia e terapia hormonal. E aqueles cânceres menos agressivos, dependendo da idade do paciente, se de idade mais avançada, o tratamento pode ser apenas um monitoramento periódico, que e chamado de vigilância ativa, envolvendo a realização periódica dos exames de PSA e toque retal, além de biópsias.

E em homens mais jovens, com boa saúde e tumor que cresce rápido, isso não costuma ser recomendado.

Masturbação e câncer de próstata

Embora seja preciso investir em mais estudos para uma conclusão definitiva, é bem provável que homens que ejaculam de cinco a sete vezes por semana tenham um risco menor de desenvolver tumores na próstata.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade Harvard (EUA), além de concluir que ejacular muitas vezes diminuir o risco, ainda afirma que para obter esse “efeito protetor” tanto faz gozar de cinco a sete vezes na semana praticando sexo ou se masturbando.

Enfim, para garantir não só o tratamento precoce do câncer da próstata como qualquer outro problema relacionado à próstata, pois existem outros a considerar, é fundamental procurar se consultar regularmente com o urologista, principalmente, depois dos 40 anos.